Um gramophone escrito
Riscando meu sono profundo
insano
Suas cantigas de ninar (passadas)
Doces encantos
No fim da estória
Um solzinho (alguém mate a fada)
Com os pés na lama
Do dia pra noite o uivo
(Seu filho)
Chamando o velho
Você quieto caquético
Com seu pé ainda na lama
(velho mesmo)
Fazendo de tudo
O contrario de tudo, sempre
Pra não espalhar a merda
(lama no espelho)
Rugas pichando um sorriso
Olhares consternados
(Pai não basta o uivo de Allen)
Um caso paternal (pensa)
De amor e ódio hibernal
Criei um monstro (que fazer?)
Ler um livro (de contos talvez)
Lampejos suficientes por uma
ou duas noites (talvez?!)
Amores e gramophones se auto-
falando
mutuamente
Contorcem e não exprimem
Um comentário convincente
Sobre o suicídio de Werther
São bêbados, não importa!
Balbuciam motivos incertos
Talvez afogamento
É, talvez...
Em vinho em café
Amores velhos
como livros
Velhos
como seus amores


