Home Data de criação : 07/10/16 Última atualização : 11/10/17 13:02 / 10 Artigos publicados

Canções dentro da noite escura - Lobão  (Traduzidas) escrito em sexta 26 outubro 2007 13:09

Blog de manifesto :manifesto, Canções dentro da noite escura - Lobão
Você e a noite escura 

Às vezes eu me sinto um fantasma
Arrancando flores no jardim
À meia- noite
Penso em você e sigo despedaçando
Pétalas ao vento
Na tempestade
Pétalas vermelhas
Tô com saudade
De você, de você
E as ondas vêm me cobrir na noite escura
E as ondas vêm me cobrir na noite escura
Às vezes eu não sei se é a noite
Ou se é a vontade de te ter agora
Agora
Eu penso em você e sinto a tempestade
Desabar por dentro e por fora
Eu penso em você e sinto toda a vontade do mundo
De te ter agora, agora
Você
Agora
   

 

 

Canções dentro da noite escura

 

Lobao is not a nostalgic man. This is a record full of references and tributes to lost friends. Lost? Not so. They may be gone but Julio Barroso, Cazuza and Cássia Eller are very alive here. This is a very contemporary CD, full of life and energy, from one of the leading rock and roll legends in the country...

 

Definitivamente Lobão não é nostálgico. Este novo trabalho (quando lançado) vem repleto de referencias e tributos a amigos que perdeu. Perdeu? Nem tanto. Alguns deles talvez tenham se perdido, mas Julio Barroso, Cazuza e Cássia Eller continuam bem vivos neste cd. Um trabalho contemporâneo, cheio de vida e energia, que é muito bem conduzido por esta, que é mais uma lenda rock and roll do Brasil.    

  

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Human Behaviour - Bjork  (Traduzidas) escrito em sexta 26 outubro 2007 09:04

Blog de manifesto :manifesto, Human Behaviour - Bjork

If you ever get close to a human
And human behaviour
Be ready to get confused

There's definitely no logic
To human behaviour
But yet so irresistible

There is no map
To human behaviour

They're terribly moody
Then all of a sudden turn happy
But, oh, to get involved in the exchange
Of human emotions is ever so satisfying

There's no map and
A compass
Wouldn't help at all

Human behaviour

TRADUZINDO

 

Comportamento Humano

Se você alguma vez chegar perto de um humano
E do comportamento humano
Esteja preparado (esteja preparado) para ficar confuso

Não há, definitivamente (definitivamente, definitivamente), lógica alguma
Para o comportamento humano
Mas, ainda assim, tão (ainda assim, tão) irresistível

E não há mapa algum

Eles estão terrivelmente mal-humorados
(Comportamento humano)
Então, de repente, ficam felizes
Mas, oh, se envolver na troca
Das emoções humanas é sempre tão (sempre tão) satisfatório

E não há mapa algum

Comportamento humano...

E não há mapa algum
E uma bússola
Não ajudaria em nada

Comportamento humano...

Não há, definitivamente (definitivamente, definitivamente), lógica alguma
Humano...

Não há, definitivamente (definitivamente, definitivamente), lógica alguma
Humano...

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Equilibrista  (Reminiscência) escrito em terça 23 outubro 2007 16:56

Blog de manifesto :manifesto, Equilibrista

Pensando bem

 

Trinta anos se passaram

 

Meu pai tinha razão

 

O abacateiro

iria apodrecer

 

Lá um toco

         podre

 

Pontas sobressalentes

Um pneu velho

 

A noção de equilíbrio

(Morta)

 

E deixei meu sangue

 

Marcando

      a terra

      do chão

 

Um míope infantil

(Caído)

 

Trinta e três anos

Uma cicatriz

profética

 

Seguida pela razão

 

(Ele tinha muito disso)

 

 

Poema para meu pai

Que esta longe 

Com uma foto de meu filho

Minha cópia

Pequena e adorável

 

foto por Marco 

 

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Basquiat, traços de uma vida  (Filmes & Arte) escrito em sexta 19 outubro 2007 19:27

Blog de manifesto :manifesto, Basquiat, traços de uma vida

“Same old shit” 

 

Basquiat, um ritualista viajando imperceptível pelas vielas sujas de uma cidade repleta de supostos vencedores. Um profeta da arte marginal, ignorante, o maravilhoso balde de tinta de sua mente ligada nos contornos tortos do cotidiano dos desmazelados mendigos e de esnobes que cambaleavam nos seus traços.  Uma caixa de papelão em uma praça, um sono lisérgico que talvez fosse tão colorido, contido e explosivo como foi sua imagem em sua breve e espetacular passagem pelos muros da arte.

  

Nascido e criado no Brooklyn, Samo, como se auto intitulava, ou “SAMO shit” (same old shit, que nada mais é que "a mesma merda de sempre"). Ele  provou como artista negro, com traços caribenhos que a arte não escolhe etnia. Ele dormia em praças, um desafortunado jovem, drogado, imperceptível. Mas a fama o perseguia. Em um futuro bem proximo faria participações constantes em um programa de teve, montaria uma banda chamada “Gray”.

  

Teria sido sua descoberta ainda quando criança, no “Guernica” de Picasso uma marca em sua mente desconectada? Talvez.  Mas é certo que as ruas imundas de Nova Iorque jamais revelarão oque este artista queria quando deixava em seus muros grafites muito bem conectados, tudo criado na mente de Samo. As ruas tornavam-se uma caverna enorme, onde ele, anônimo, deixava suas letras, paginas de sua vida.

 

Portas e muros

  

Jean Michel Basquiat poderia muito bem ter passado despercebido pelas ruas da arte contemporânea, e sobreviver, ou morrer,  sem remorso algum, ignorando o descaso. Ele não precisava de muito para criar. Uma porta ou um pedaço qualquer madeira servia-lhe de tela, mesmo uma geladeira poderia ser grafitada se tornando uma peça única. Criar sobre papel fenomenais mostras de sua personalidade artística.  Peças exclusivas seriam também aquelas pessoas em que ele depositou sua confiança.

  

Diferente de seus excessos era o trato que dispensava a seus admiradores. Basquiat nunca deu muita atenção aos abutres de plantão, mesmo seus amigos próximos passavam indiferentes aos seus olhos, quer pelas viagens que as drogas lhe proporcionavam quer pela preocupação em fazer-se ser notado e não dispor dos meios sociais para tanto. Um sujeito que aprendeu a não confiar em seus próximos, a ser apenas mais uma pessoa na cadeia evolutiva da sociedade. Assim, era preciso criar a oportunidade. Rabiscar todos os cantos com idéias insólitas, mostrar com curtas palavras todos os seus infortúnios.

  

Vida na tela 

 

Com uma trilha sonora limpa sem excessos, logo de cara na primeira cena se nota que é comovente e fiel a vida de Samo. O som vai direto para dentro do protagonista com uma certa melancolia. Filho, mãe e uma obra de Picasso.  Contando com interpretações sublimes e inspiradas de Jeffrey Whight, David Bowie, Benicio Del Toro e da bela Clair Forlani entre outros.  O filme “Basquiat, traços de uma vida” transporta o telespectador para o lado dramático e alucinante da vida de Basquiat. Quando anônimo e depois como personalidade.  É possível imaginar pelas lentes do diretor estreante Julian Schnabel um pouco do que foi sua precoce e conturbada carreira.

  

Descoberto pelo poeta, critico de arte e afetado Rene Ricard, um tipo de xamã de artistas desconhecidos, em uma das tantas festas chapadas que Samo costumava freqüentar. Uma espécie de refugio underground do submundo artístico, onde as drogas se constituíam a maior arte, o resto era conseqüência, nem havia tantos talentos assim.

  

A relação conturbada de amor e ódio entre descobridor e descoberto mostra desde o inicio altos e baixos. O jovem Samo vê as futilidades e fragilidades das relações humanas que vão abruptamente rompendo seus laços com Rene, se sente incontrolável, pois sabe que tem vícios que o controlam independentemente do amor e do ódio. A fama cobrava seu preço.

  

O filme nos arrasta pra valer quando o visionário da pop-art Andy Warhol entra em cena, tirando totalmente o jovem Basquiat do limbo. Basquiat percebe que atrás de uma imagem cheia de egocentrismo existe uma personagem extremamente acessível e vulnerável. E que talvez a imagem plastificada criada em torno de Warhol seja apenas parte de um marketing viável aos olhos deste visionário.

 

Assista. Compre um vinho, ou qualquer outra coisa que te faça sentir desconectando, relaxe. Foi assim que Samo costurou sua arte no mundo, fazendo os seus observadores ficarem ligados, enquanto ele se desligava do mundo.

 

 

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Portishead - Only you  (Traduzidas) escrito em quinta 18 outubro 2007 19:15

Blog de manifesto :manifesto, Portishead - Only you

We suffer everyday
What is it for
These crimes of illusion
Are fooling us all
And now i am weary
And i feel like i do
Its only you
Who can tear me apart
And its only you
Who can turn my wooden heart
The size of our fight
It's just a dream
We've crushed everything
I can see, in this morning selfishly
How we've failed and i feel like i do
Its only you
Who can tear me apart
And its only you
Who can turn my wooden heart
Now that we've chosen to take all we can
This shade of autumn a stale bitter end
Years of frustration lay down side by side
And it's only you
Who can tear me apart
It's only you
Who can turn my wooden heart

Traduzindo

Nós sofremos todos os dias
Pra que serve isso
Esses crimes ilusionarios
Estão nos enganando
E eu sei que estou cansado
E eu me sinto assim
É só você
Que consegue me rasgar
E é só você
Que consegue transformar meu coração estúpido
O tamanho da nossa briga
É só um sonho
Nos rasgamos tudo
Eu consigo ver,egoistamente,essa manhã
Como nós falhamos e eu me sinto como se tivesse
É só você
Que consegue me rasgar
E é só você
Que consegue transformar meu coração estúpido
Agora que decidimos pegar tudo o que temos
Essa sombra de outono como um fim amargo
Anos de frustração postos um do lado do outro
É só você
Que consegue me rasgar
E é só você
Que consegue transformar meu coração estúpido

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